julho 20th, 2010

Eles estão por perto até quando a gente acha que não quer. Apertam nossa mão na hora do medo e dão as broncas mais perfeitas que poderíamos receber. Pagam micos, engolem mentiras e contam meias verdades para nos proteger (mesmo sabendo que depois de 5 minutos vem nova bronca). Vão para aquela balada fraca, aguentam a tia chata, o primo chorão e o sobrinho pirracento. Pagam a conta, contam piadas, entregam presentes surpresa.

Ouvem lamúrias, mesmo estando com sono, e ainda conseguem responder pacientemente. Dão colo e levam para a farra na mesma proporção. Sabem ficar em silêncio e falam, falam e falam. Vão àquele restaurante caro, mesmo sem ter grana, só para fazer vontade. E se for preciso acordam às 3h da manhã para socorrer, seja por um coração partido ou um pneu furado. Lêem os pensamentos, respondem por você e apenas com um olhar mandam você calar a boca.

Hoje é dia daqueles a quem são dedicadas algumas das mais belas musicas. Alguns dos mais belos filmes. Inesquecíveis poemas, crônicas e livros. Hoje é o dia dos irmãos de alma. Irmãos de vida. Irmãos escolhidos. Hoje é o meu dia. E o seu também.

Feliz Dia do Amigo!

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julho 11th, 2010

Coração apertado. Querendo dormir, mas não consigo. Preferi levantar e escrever no blog. Tem tempo que não apareço por aqui… aliás nem sei se esse texto vai chegar a ser postado. Mas vamos ver no que vai dar…

Textos que não foram postados, aliás, já se tornaram praxe. Vejo no meu desktop alguns esboços. Parágrafos. Pensamentos. Coisas que não consigo concluir. Por diversos motivos. Por nenhum motivo. No entanto acredito em uma coisa: se eles não foram postados existe uma razão. E, neste momento, foram todos para a lada do lixo. Como este pode ir também. Não sei… ainda é cedo para dizer algo.

Coração apertado. Sentimento de impotência. Sentimento de angústia. Por mim. Pelos próximos. Pelos muito próximos. O mundo está invertido. E não quero seguir o rumo que ele está tomando. Está tudo tão louco que me sinto mal… Prefiro ficar no meu canto. Com os meus. Dane-se o mundo, quero pensar. Mas me importo. E sinto dor. Queria proteger mais. Queria aliviar as dores. Mas não posso… Mas não consigo.

Hoje senti vontade de abraçar uma pessoa. Pegar no colo e dizer: vai… chora… se desmancha. Desculpe. Fiz o que pude. Fiz o que estava ao meu alcance. À minha sabedoria. Perdão por não fazer mais. Hoje, por alguns instantes, eu não fui eu. Travei. E agora… no início dessa madrugada… o coração apertou…

Precisava expor de alguma maneira tudo isso. E veio o blog. Esse espaço “salvador da pátria”, que mesmo empoeirado, mesmo há muito sem textos, me recebe sempre com o mesmo carinho. E vem a vontade de escrever… de me soltar através de palavras. Danço lentamente entre os pensamentos… os dedos no teclado soltam o ritmo e a melodia surge… formando palavras. Frases. Parágrafos. E por aí vai…

O mundo está ao contrario. E estou me sentindo velha. Nem venha me dizer que isso é besteira. O sentimento é meu. E ponto final. O que há de tão grande aí fora e que não estou conseguindo mais enxergar? Ou será que agora é que realmente estou vendo direito? Logo agora que perdi a armação dos meus óculos de grau. É… pode ser um sinal.

No som Paulinho Moska para quebrar o silêncio. Tudo se compõe e se decompõe… vai ver que é isso. Estou me decompondo. Caminhando por um caminho que desconheço. Administrando o medo. Agindo no compasso. Guiando o passo. Mantendo a fé. Adaptando-me a situações. Tomando decisões. Nem sempre certas. Nem sempre erradas. Mas querendo seguir para ver onde vai dar…

Espero que o mundo se acerte ou então que encontre de vez o “meu” mundo. Que amanhã seja um novo dia… que venha com Luz. Que abrace quem tiver que abraçar… e chore também… e sorria… e viva… e siga…

O Jardim do Silêncio
Paulinho Moska

Um automóvel segue cego
Pela estrada iluminada de sol
E o homem que está ao volante
Nem olha pra trás…
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Esse automóvel surge surdo
Pelo caminho abafado de som
E a mulher que escreve um poema
No banco de trás
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Nota da autora:

Se você não entendeu esse texto não se preocupe. Como diria Clarice Lispector “Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

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Tags: | Posted in Textos, Vida |
julho 4th, 2010

Pés Cansados
Sandy Leah

Fiz mais do que posso
Vi mais do que aguento
E a areia nos meus olhos é a mesma
que acolheu minhas pegadas.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Pra você
Sem medo de te pertencer
Volto pra você.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados
voltam pra você.

Pra você.

Em breve um novo post…

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junho 10th, 2010

Eu não sou a Mulher Maravilha. Ponto.

Por mais que queira. Por mais que tente. Por mais que brigue. Por mais que persista. Por mais que exijam.

Não sou e pronto. Ponto. Nada de reticências, é ponto parágrafo.

Digo isso porque, por mais que as situações peçam, tem uma hora que é necessário dizer em voz alta, para se ouvir. Para assumir erros. Celebrar acertos. Dizer um (vários) “não”. Assumir os “sins” que pode. Fazer tudo até o final.

Lutar as lutas que valem a pena. Perder batalhas e ganhar guerras. Deixar os barcos queimarem, como fazia o grande Alexandre ao chegar em um novo porto, após conquistar um novo território. Ele dizia: “queimem os barcos pois, ou morremos aqui ou seguimos em frente… voltar para trás, para onde estávamos… Jamais!”

Crescer. Avançar. Evoluir. Em todos e em cada sentido. Em cada centímetro do conhecimento. Da emoção. Da Fé. Do Amor. Da Dor. Da Paz. Do Prazer.

Eu não sou a Mulher Maravilha.

Eu queria ser mais como Alexandre. Deixar os barcos queimarem até o final.

Mas às vezes é difícil. Às vezes é estranho.

Hoje eu só sou a “Capa”. Porém essa capa me basta. Me veste bem. Eu não quero ser uma super-heroína. Quero ser verdadeira com o que há ao meu redor. Quero não sentir falta de mim.

Eu não sou a Mulher Maravilha. E ponto final!

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maio 16th, 2010

Antes de começar o post um aviso: esta história é baseada em fatos fictícios, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência rsrs (ou não rsrs)

Era uma vez uma princesa (toda boa história tem que ter o ‘era uma vez’ e uma princesa) que vivia em seu belo castelo. Esperta, inteligente e descolada, não era do tipo de garota que ficava esperando o príncipe aparecer na porta do reino. Ela gosta de ir para todas as baladas possíveis nos reinos próximos. Dançava, se divertia, de vez em quando surgiam uns sapos, mas nada sério.

Só que ela já estava cansando disso. Queria alguém para ter um relacionamento mais duradouro. Os sapos continuavam aparecendo. Vinha o ocupado. O viajante. O palhaço. O que sumia. O enrolado. O malhador. O problemático. Mas nenhum deles se encaixava no seu perfil… até que um belo dia seu olhar cruzou com um sapo que, a primeira vista, não se encaixava em nenhum dos perfis conhecidos.

Logo se perguntou, será que é ele?

No primeiro encontro demonstrou ser um perfeito cavalheiro. Tudo aquilo que gostaria que seu príncipe fosse. Educado, atencioso, abriu a porta da carruagem, se mostrou interessado pelos assuntos que conversavam. A princesa se impressionou com tamanha atenção. Estava encantada!

Ahh, pobre dela… não sabia que estava frente a frente com uma espécie de sapo que engana bem… o Sapinho Meloso.

A gente se depara com ele mais do que imagina, mas eles se revelam aos poucos. O dela era um dos casos mais graves… a coisa começou a desandar no segundo encontro…

Depois de algumas trocas de mensagens, via pombo-correio, resolveram se encontrar novamente. Ela estranhou, mas deixou passar, quando ele a chamou de “meu amor” logo na segunda mensagem que trocaram. Não… é impossível. Li errado. Quando ele chegou, abriu a porta da carruagem, tudo normal, mas a necessidade de ficar de mãos dadas enquanto ele dirigia a incomodou. Mas tudo bem… ele só quer demonstrar carinho. (mas tava um pouco demais…)

Foram conversando e a cada 10 palavras que o sapo falava, 11 eram, melosas. E, nesse meio, ela contou ele a chamando de ‘mô’ ou ‘meu amor’ umas 15 vezes. Realmente… o que estava acontecendo?

Assim que desceram no restaurante, ele não se contentou em segurar sua mão e ficou, sem exagero, pendurado no seu pescoço. Depois que sentaram na mesa, mal a deixava comer. Era um grude que dava embrulho no estômago. Já estava fazendo planos de filhos (como assim, Bial?), a chamando de amor da “minha vida” e recitando poemas de amor eterno.

Quem pediu? Calma lá! Segundo encontro! Alooooooo! Menos!

Quase em desespero saiu da mesa e enviou uma mensagem para sua melhor amiga. Que respondeu:

Fuja nesse momento! Você está de frente com a espécie que mais engana. Sapinho Meloso. Depois de uma rápida  explicação chegou, junto com a amiga, à conclusão que esse era um dos casos mais graves. Como fugir agora? Voltar para a mesa seria um tormento!

Pensou rápido! Inventou um problema no reino e ele a levou de volta para o castelo. Tentou, a todo custo, ser educada, mas estava difícil. Bem que a amiga tinha avisado que esse tipo de sapo não desiste fácil… O melhor jeito de fugir dele é sumir mesmo… sem responder as mensagens, depois de um mês ele desistiu.

E ela? Bem… a princesa continua solteira, mas feliz! Há de existir um sapo com o seu perfil…

Fim

P.S. Ahh… se o meloso for o seu tipo de sapo, é só mandar uma mensagem que ela passa o telefone… Afinal, tem gosto para tudo nessa vida! rsrs

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Tags: | Posted in Crônica |