Tento viver sem olhar para trás. Sem saber o que deixei. Sem olhar o caminho que percorri. Mas é difícil me desvencilhar de certas coisas, fatos e pessoas. A dor da perda. O orgulho para admitir que errei. A ferida ainda aberta. A porta ainda encostada. O coração que ainda sangra e a cabeça que ainda faz lembrar, mesmo sabendo que nada irá voltar atrás. Que o que foi feito está feito. Seja ele bem feito. Ou não.
Viver na dúvida não é viver. Ficar na esperança não é viver. Alimentar expectativas não é viver. Viver no passado não é viver.
São coisas que sabemos na teoria. São coisas que lemos todos os dias. São conselhos que damos para os amigos.
Mas como é difícil.
É difícil esquecer. É difícil deixar passar. É difícil perdoar. É difícil admitir a derrota. É difícil perder, perder e perder e ainda ter esperança na vitória. É difícil confiar no amanhã, quando se tem o hoje no passado. É difícil voltar a acreditar. É difícil se encontrar.
Preciso saber se meu caminho está certo. Por que as coisas dão errado. Saber o que há por trás de cada não. De cada sim. De cada talvez. Quero um feed-back para mim, como dou no trabalho através dos relatórios. Quero críticas construtivas. Quero que apontem os meus erros e me ajudem a conserta-los. Quero, no jogo da vida, ser aprendiz e professora. Quero assumir a derrota. Celebrar a vitória. Sem medo nenhum de fazer as duas coisas. De não ferir ninguém. De não me ferir.
A consciência tranqüila. Fé no coração. Trabalhar com afinco. Se olhar para trás, olhar sem querer voltar. Assumir os atos. Amar. Encontrar um verdadeiro amor. Buscar. Novos desafios e conquistas. Ser. Como a vida deve ser.

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