
Antes de começar o post um aviso: esta história é baseada em fatos fictícios, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência rsrs (ou não rsrs)
Era uma vez uma princesa (toda boa história tem que ter o ‘era uma vez’ e uma princesa) que vivia em seu belo castelo. Esperta, inteligente e descolada, não era do tipo de garota que ficava esperando o príncipe aparecer na porta do reino. Ela gosta de ir para todas as baladas possíveis nos reinos próximos. Dançava, se divertia, de vez em quando surgiam uns sapos, mas nada sério.
Só que ela já estava cansando disso. Queria alguém para ter um relacionamento mais duradouro. Os sapos continuavam aparecendo. Vinha o ocupado. O viajante. O palhaço. O que sumia. O enrolado. O malhador. O problemático. Mas nenhum deles se encaixava no seu perfil… até que um belo dia seu olhar cruzou com um sapo que, a primeira vista, não se encaixava em nenhum dos perfis conhecidos.
Logo se perguntou, será que é ele?
No primeiro encontro demonstrou ser um perfeito cavalheiro. Tudo aquilo que gostaria que seu príncipe fosse. Educado, atencioso, abriu a porta da carruagem, se mostrou interessado pelos assuntos que conversavam. A princesa se impressionou com tamanha atenção. Estava encantada!
Ahh, pobre dela… não sabia que estava frente a frente com uma espécie de sapo que engana bem… o Sapinho Meloso.
A gente se depara com ele mais do que imagina, mas eles se revelam aos poucos. O dela era um dos casos mais graves… a coisa começou a desandar no segundo encontro…
Depois de algumas trocas de mensagens, via pombo-correio, resolveram se encontrar novamente. Ela estranhou, mas deixou passar, quando ele a chamou de “meu amor” logo na segunda mensagem que trocaram. Não… é impossível. Li errado. Quando ele chegou, abriu a porta da carruagem, tudo normal, mas a necessidade de ficar de mãos dadas enquanto ele dirigia a incomodou. Mas tudo bem… ele só quer demonstrar carinho. (mas tava um pouco demais…)
Foram conversando e a cada 10 palavras que o sapo falava, 11 eram, melosas. E, nesse meio, ela contou ele a chamando de ‘mô’ ou ‘meu amor’ umas 15 vezes. Realmente… o que estava acontecendo?
Assim que desceram no restaurante, ele não se contentou em segurar sua mão e ficou, sem exagero, pendurado no seu pescoço. Depois que sentaram na mesa, mal a deixava comer. Era um grude que dava embrulho no estômago. Já estava fazendo planos de filhos (como assim, Bial?), a chamando de amor da “minha vida” e recitando poemas de amor eterno.
Quem pediu? Calma lá! Segundo encontro! Alooooooo! Menos!
Quase em desespero saiu da mesa e enviou uma mensagem para sua melhor amiga. Que respondeu:
Fuja nesse momento! Você está de frente com a espécie que mais engana. Sapinho Meloso. Depois de uma rápida explicação chegou, junto com a amiga, à conclusão que esse era um dos casos mais graves. Como fugir agora? Voltar para a mesa seria um tormento!
Pensou rápido! Inventou um problema no reino e ele a levou de volta para o castelo. Tentou, a todo custo, ser educada, mas estava difícil. Bem que a amiga tinha avisado que esse tipo de sapo não desiste fácil… O melhor jeito de fugir dele é sumir mesmo… sem responder as mensagens, depois de um mês ele desistiu.
E ela? Bem… a princesa continua solteira, mas feliz! Há de existir um sapo com o seu perfil…
Fim
P.S. Ahh… se o meloso for o seu tipo de sapo, é só mandar uma mensagem que ela passa o telefone… Afinal, tem gosto para tudo nessa vida! rsrs