Um Novo Ano. Um Novo Tempo

Postado por Marcela | 31 de dezembro de 2011 | em Datas Especiais, Textos, Vida

Pode parecer besteira. Último dia do ano e resolvo postar aqui no blog. Mas não é. Não que 2011 tenha sido um ano sem inspiração. Ela até aparecia, mas não tive sendo, muitas vezes, eu mesma para sentar e escrever algumas mal traçadas linhas. Tem nada não. Afinal, tudo, mas tudo é no tempo de Deus.

Se eu fosse definir 2011 diria que foi um ano duro, forte e difícil. Mas foi um ano bom. Afinal, está na hora de parar só de gostar do que é fácil e de bandeja. É na tempestade que a qualidade do marinheiro é colocada à prova, certo?  Mas foi massa. Mesmo. Tudo. Hoje, olhando para trás, vejo o quanto 2011 me transformou. E eu gosto de mim nesse exato momento, como poder me queixar de um ano que me trouxe tanta coisa boa?

O final de 2011 teve um gostinho especial. A última semana contou com momentos fortes de oração que mexeram de uma maneira especial. Eu estou tentando me encontrar a cada dia através da Fé. Duvidas, partilhas, dores, alegrias, colocadas ali no altar. Me senti amada como nunca. E feliz também. E eu percebi que é tudo uma coisa só. Não dá para fugir de quem você é. Melhorar sempre. Se cuidar sempre e deixar-se ser conduzida pelas mãos do Pai. Ele é quem sabe das coisas. A gente é só barro. É Ele quem constrói.

Termino 2011 e começo 2012 trabalhando com o que amo. É massa demais isso. Obrigada a Deus por tudo que conquistei.  As pessoas que conheci e ver o quanto cresci. E é só o começo…

O que eu quero para 2012? Bem, o amanhã não me preocupa. Mais que um Ano Novo. Um Tempo Novo . Fé. Quero seja um ano DEle em minha vida. Sem as minhas vontades, pois sei que o quem vem do Pai é para o meu bem. Mesmo que não compreenda no momento, Deus vai me explicar no tempo certo.

Feliz 2012! Que Nossa Senhora passe à nossa frente guiando nossos passos.

Essa musica representa muito para mim.

Motivos pra Recomeçar
Pe. Fábio de Melo

Eu não sei dizer ao certo como foi
Eu não sei dizer a hora e o lugar
O que sei dizer é que depois que Ele entrou em minha vida
Tudo foi ficando fora de lugar
Retirou a ordem das coisas antigas
E o meu jeito tão estranho de amar
Fez-me ver a solidão que existia nos meus dias
E a sorrir me ensinou recomeçar
Retirou da escuridão meu coração
Acendeu uma nova luz em meu olhar
Fez nascer a primavera onde o inverno não passou
E me deu motivos para recomeçar
E desde então eu me rendi a este mistério
De ser com Ele e para Ele só viver
Deus mora em mim, sou sua casa, tenda humana
Ele é meu tudo, meu princípio, meio e fim

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Traços ou retratos?

Postado por Marcela | 2 de junho de 2011 | em Textos, Vida

Olho no espelho e não sei se é o que sou ou o que já fui. São traços que juntos formam um retrato de mim mesma. Às vezes mais grossos e fortes, que deixam marcas. Às vezes finos que tornam-se quase transparentes. Mas todos e cada um compõem o todo que sou eu. Um todo ainda indefinido, como essa imagem, mas que dá para identificar o que eu sou.

Traços de caminhos. Traços de presenças. Traços de ausências. Traços de mal traçadas linhas. De erros que cometi e que não quero mais. Traços de lições que deixei passar e voltaram mais fortes. Marcas do que sou. Do que fui. E que estarão presentes no que eu me tornar.

Hoje estou mais feliz e mais forte do que ontem. Sei que tem coisas, traços, fatos, marcas, que ainda doem. Que ainda machucam. Que ainda ao olhar no espelho dou uma atenção maior. Mais isso vai passar. Vai passar porque o que deixou o traço ali já passou. E a lembrança que não é uma saudade não é uma boa lembrança. A gente tem saudade do que foi bom. Lembrança ruim, que machuca a gente tem que deixar para lá. Pois cada vez que mexe, demora mais de sarar.

E hoje, o retrato do que sou, a beleza que é minha. Os sinais do tempo que sempre aparecem são meus. E me tornam a mulher, a profissional, a amiga, o ser humano. E nada disso sou eu sozinha. O retrato do que sou é composto por muitos traços. Em todos eles têm alguém. Sou eu e você. E você. E você. E você também. Experiências boas. Outras nem tanto. Mas me trouxeram aqui. E sabe… gosto de mim. Gosto mais de mim.

Traços de um retrato. Retrato cheio de composições. Parte de um todo. Todo de uma parte. Um pouco de tudo. Muito de mim.

 

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Nome…

Postado por Marcela | 6 de maio de 2011 | em Textos, Vida

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”, disse Clarice Lispector no livro Perto do Coração Selvagem. Essa é uma das frases mais citadas em blogs e redes sociais, só no Google apareceram mais de 200 mil resultados. Mas o que eu desejo? O que não tem nome?

Tenho me deparado com alguns questionamentos quase existenciais ultimamente e as conversas com amigos tem alimentado isso. Desejos, profissão, vida, amores, família, amizade, felicidade, projetos. Só faltou a pergunta “o que você vai ser quando crescer”. Na realidade a gente era feliz e não sabia quando tinha 6, 8 anos quando a tia-avó ou a amiga chata da mãe fazia essa pergunta. A gente vai crescendo e tudo fica mais profundo. Afinal, onde está a graça no superficial?

Dizer o que quer ser quando crescer é fácil. Difícil é explicar que para tudo na vida é preciso se posicionar, que 2+2 muitas das vezes não tem como resultado 4 ou então que podemos adquirir esse resultado de maneiras diferentes (3+1, 2,5+1,5 e por aí vai). Mas o que seria da vida se a gente não tivesse que se enfrentar a cada momento?

E é em mais um desse momento que estou vivendo e me vendo. Pequenas grandes decisões. Assumindo coisas. Mudando outras. Adotando posturas. Pedindo desculpas. Ouvindo conselhos. Ficando impaciente. Perdendo medos. E isso vai desde um novo corte no cabelo (será que vem por aí? rs) até descobrir qual é o novo nome que darei a esse momento da minha vida. Qual é a minha sugestão? Qual é a sua sugestão? Eu ainda não sei… mas estou no caminho.

Quem sou Eu
Sandy

A vida me mostrou
Que é pouco o que eu sei
Eu abro a porta
Pro que eu não perguntei
E assim eu vou

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

A vida é assim
Não vem com manual
E só perde quem não corre atrás
Quem não joga o jogo
Por ter medo de errar
Mas quem se sente pronto pra viver
Deixo o sol guiar o meu olhar
E assim eu vou

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

Quem realmente eu sou
E o meu caminho vai
Sem medo de chegar
Só vou olhar pra trás
Pra ver o sol se pôr

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

Procurando
Nos meus sonhos
Descobrindo quem
Realmente eu sou
Inventando um caminho
Libertando quem
Realmente eu sou

Quem realmente eu sou

 

 

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Morfeu…

Postado por Marcela | 11 de abril de 2011 | em Textos, Vida

Olhos cerrando de sono, porém a cabeça fervilhando de idéias. Rendo-me a Morfeu ou aos pensamentos?

Acredito que render-me-ei a Morfeu e espero que com ele venham os melhores pensamentos para reforçar ideias, colocar o raciocínio no lugar, restaurar o cansaço mental e apascentar  o coração. Que com a ajuda de Morfeu eu organize minha semana e que  descansada me auxilie a passar pelas lições que estão por vir.

Que Morfeu me abrace como estou disposta a fazê-lo nesse momento…

Enfim Vencer
Saulo Fernandes

Mais um dia vem
Saio de casa
E vou em busca
De alguém
Que me sorria
Uma alegria
Pra felicitar
A vida
Tão sofrida
Pra tentar
Fechar ferida
Que a vida
Sem querer
Me deu

Ontem eu sonhei
Que era feliz
E até me lembro
Que chorei
Quando pensei
Que na verdade
Ser feliz
É encontrar a paz
É ouvir Deus falar e acreditar
Que a luz há de brilhar

Oh, amado Deus
Da-me mais
Força pra seguir
Ao lado seu
Me ensina
Perdoar a quem
Um dia me fez
Algum mal
Ou quis magoar
Mostra como
Faz o amor
Planta
No seu coração
Uma flor

Posso prosseguir
Já recebi sua graça
Pronto pra viver
E confiar em mim
Incondicionalmente
Acordar e sorrir
Te agradecer
Por evoluir
E enfim vencer

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2010 está dando tchau…

Postado por Marcela | 22 de dezembro de 2010 | em Datas Especiais, Textos

Demorei muito de sentir vontade de escrever esse texto. Mas aqui estou eu. Aqui estamos nós. Mais um final de ano. Mais um Natal. E que ano foi 2010! Ano deliciosamente complicado. Ano apaixonadamente estranho. Ano de pequenas grandes vitórias. Ano de Fé.

2010 vai deixar saudades por tudo que ele deixou… e por tudo que ele levou. E foram momentos, pessoas, palavras, encontros e desencontros. Se tivesse que resumir em uma palavra, 2010 foi um ano intenso. Em todos os sentidos, trabalho, amor, família, amigos, caminhada. Foi um ano sentido e vivido. E quando eu tentei “passar a brancas nuvens” veio a vida e me fez sentir como deveria. Expulsar dores, desamores e medos.

Foi um ano que me isolei muito. De muitas pessoas. De muitas coisas. Poucas pessoas (e digo poucas mesmo) conseguiram furar a casca que me impus. Não me arrependo, mas acho que muitas pessoas estranharam o meu sumiço ou isolamento. Só sei que foi necessário para mim isso. Para o meu crescimento. E que se for para ser, 2011 retorne algumas dessas pessoas para o meu convívio diário.

Em 2010 eu aprendi que as respostas não aparecem sempre mastigadas, mas que a verdade sempre vem. E, na maioria das vezes, sem que precise mover uma única palha. Vi e senti que Deus coloca tudo em nosso caminho para nosso bem e até o erro para ELE é certo. A gente só precisa aprender a seguir o plano DELE e não o nosso.

E se teve um ano que viajei foi 2010, viu? A trabalho ou a lazer foram muitas viagens. Deliciosas viagens. Conheci Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal) e Toronto (Canadá). Fora a temporada nos EUA (Miami-Worcester-NY –Orlando) e as constantes idas a São Paulo e Rio de Janeiro. E muitas outras… Quantas risadas. Quanto trabalho. Quanto prazer. Eu amo o que eu faço. Aliás, relendo o blog, notei que nunca falei de trabalho aqui. Sou feliz com o que faço e com quem trabalho. E por cada pessoa que convivo através dele. Por cada fã que fala comigo com carinho e respeito no Twitter ou nos shows. E trabalhar com uma figura iluminada e querida como a Cantora é uma honra. E uma imensa responsabilidade também.

2010 passou rápido… e sexta já é Natal. Natal que é o nascimento do menino Jesus. Isso não pode ser esquecido. ELE, que é o nosso Deus, se fez menino para nos ensinar. E o que aprendemos? O que somos? Papai Noel é massa. É divertido. Mas não é o símbolo. E cada presente que você dê venha de sentimentos verdadeiros e não por obrigação. Acredite, a pessoal que estiver recebendo vai ver a diferença…

Quero voltar aqui amanhã, por isso que não vou desejar ainda feliz Natal. Hoje falei mais de mim, amanhã de pessoas.

Irmanis, se prepare para chorar! Kkkkkk

Inté

bjo

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Sou Tricolor

Postado por Marcela | 18 de novembro de 2010 | em Crônica, Jogos, Textos

Era para ter escrito esse texto no domingo ou logo que terminou o jogo, só que uma coisa ou outra impediram. mas tudo tem o momento certo, inclusive um post como esse… Agora estou aqui em São Paulo e enquanto espero a reunião escrevo essas linhas (isso foi ontem, 17/11/10). Mas eu queria mesmo era começar assim…

Eu me arrependeria profundamente se não tivesse ido ao estádio de Pituaçu, no sábado 13/11/2010.  Só para contextualizar eu não sou uma torcedora esporádica. Lembro quando o Bahia venceu o brasileiro de 1988 e sempre ia à Fonte Nova. Lembro de BaVi’s, Bahia e Flamengo, São Paulo, Palmeiras e, mesmo quando o time estava na série C estive torcendo e vibrando pelo meu time. Na verdade eu penso o seguinte… Quem diz que ir para o estádio não é coisa de mulher é preconceituoso. Só deve ir para o estádio quem ama o seu time. Quem eealmente torce, sem ter vegonha de xingar ou chorar. Quem só acompanha ou curte, melhor ficar em casa vendo pela TV. Estádio é sinonimo de paixão.

E foi isso que eu vi no sábado. 32 mil pessoas apaixonadas pelo seu time. Que gritaram, choraram, sorriam, a cada lance. Que vibravam e sentiam cada gol como se fosse seu. E, na verdade, eram. Gritos de guerra ensaiados. Todos cantando a uma só voz. Vi crianças torcerem como adultos. Vi adultos chorarem como crianças. Quem não é apaixonado pelo seu time não vai entender o que é ter um grito preso por 7 anos. Ver o Bahia na primeira divisão é mais do que subir uma divisão do campeonato brasileiro. É ver o clube voltar a assumir a posição de destaque que historicamente merece dentro do cenário futebolístico brasileiro. Tá bom, Marcela, você é uma torcedora e suspeita para falar isso, é o que você, caro leitor, deve estar pensando. Ok, pode ser, mas também existem dados históricos que provam isso. O time, que em 2011 completa 80 anos, é bi-campeão brasileiro, venceu 43 vezes o campeonato estadual, além de ter sido o primeiro time brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América e ter feito uma excurção pela Europa, ainda na década de 50.

Mas não estou aqui para falar de história. Apesar de que a história do E.C. Bahia é mais forte em minha vida do que você possa imaginar. Bem, e eu me orgulho sim a falar disso, meu avô foi jogador do time na década de 40/50. O pai de meu pai, Carlito, é até hoje o maior artilheiro do Bahia e da Bahia, tendo marcado mais de 235 gols com a camisa do Esquadrão de Aço. Infelizmente eu não cheguei a conhecê-lo, mas a paixão pelo clube, com certeza, vem daí. Realmente uma linda e bela herança que pretendo sim passar para os meus filhos quando os tiver. Sim, eles serão tricolores!!!

Continuando ao sábado, entrei em uma ‘luta’ mental em ir ou não para Pituaçu. Há mais de um ano que não assistia a um jogo do Bahia ao vivo, o último foi um outro Bahia e Portuguesa, resultado que prefiro esquecer (foi 4×1 para o time paulista). O jogo era à noite, estou com um problema no pé, muita gente, confusão, minha camisa é do modelo antigo (rsrs)… ir ou não? Meu pai me convidou com tanto carinho que fui. As idas aos estádios sempre foram um momento nosso. Minha mãe não gosta e lá a gente consegue se divertir. Pois bem… Fui e vi um dos espetáculos mais lindos da torcida. E de dentro do campo também. Depois da vitória e da subida (huhu, elevador rsrs) vi a união de pessoas que não se conheciam. Mas se conheciam. No domingo, Salvador amanheceu azul, vermelho e branca. Na missa vi jovens e crianças, senhoras e adultos, vestidos com a camisa do time. Bandeiras em carros e janelas. Acredito que nem se Brasil tivesse ganho a copa teríamos tanta festa na cidade.

Sempre tive orgulho de ser tricolor. Agora muito mais. Superamos um momento difícil, talvez o mais difícil da história do time, e merecemos voltar aos tempos de glória. Devemos também exigir mais compromisso da diretoria, maiores e melhores patrocinadores, reforços no time, salários em dia, melhor estrutura e muito mais. A torcida merece. O futebol baiano também.

Bora Baêa!!! O futuro tá só começando!!!!!

Xalaiá laiá! Primeira divisão!!!!! #BBMP

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Já É

Postado por Marcela | 21 de outubro de 2010 | em Textos, Vida

Então… está tudo assim… um misto de sentimentos e sensações. Não, não é amor. Podia até ter sido, mas terminou antes da semente ter vingado. Sem mágoas. Sem ressentimentos.  Algumas histórias são apenas contos. Mas enfim…

Está tudo meio misturado. Não, não é Festival de Verão (Misturaê o jingle, para quem não lembra). A festa só acontece em janeiro e ainda tem muita coisa para acontecer daqui até lá. Mesmo com o tempo passando tão rápido.

Mas, continuando… está tudo meio turvo. Não, não é problema de visão. Acabei de trocar os óculos de grau e o astigmatismo e a hipermetropia estão “no lugar”. Mas, mesmo assim, em alguns momento o turvo aparece.

Então… depois de dias lindos, choveu, né? Não, o inverno não voltou. Pode ter certeza disso. A questão é que mesmo depois de dias lindos de verão a chuva aparece. E podemos aprender com ela…

E a vida, como está? Pergunta difícil de responder essa, hein? E por quê todo mundo insiste em fazer? Vira e mexe ela aparece. Mas tem tanta coisa que a gente não fala… esconde que sente. Mas olha, deixa eu te contar um segredo: para o cara lá de cima a gente não consegue esconder nada. ELE tudo sabe, por mais que você não queira responder.

Mas então, qual a finalidade desse post mesmo? Nenhuma. Acho que só queria passar por aqui. Vai ver eu só queria falar alto o que penso. Besteiras algumas vezes. Coisas sérias outras. Mas minhas! Achei essa musica a cara do post.

Já é
Lulu Santos

Sei lá…
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá…
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

Pensar, Ser, Viver

Postado por Marcela | 16 de agosto de 2010 | em Textos, Vida

Pensei em escrever sobre mim.
Pensei em escrever coisas do coração.
Pensei em escrever sobre o trabalho
Pensei em escrever sobre a falta.
Pensei, pensei, pensei e não cheguei a nenhuma conclusão exata.
Acho que só existe exatidão na matemática.
Nós somos carne que pode se desfazer.
Somos sentimento que podem se solidificar
Ou desmanchar.
Somos poeira que não pára quieta.
Viver para que possamos sentir.
Sentir para que a vida ganhe significados.
Pensar para que nunca esqueçamos o que, e quem, somos.

———–

Poética, sentimentalista, saudosista ou esperançosa. Não sei como estou me vendo hoje e, para falar a verdade, nem quero saber. Todos, qualquer um ou nenhum desses adjetivos cabem a mim. Mas não estou interessada em rótulos, definições, quebra ou construção de paradigmas.

Na verdade, eu estou com vontade de cantar. Não, eu não vou ser cantora, mão tenho o menor. Mas sabe aquele dia melodioso em que cada momento lembra uma música? Pois é, agora me veio a cabeça uma de Ivete Sangalo (E quando eu penso em ir embora/você não quer me dar razão/diz que estou jogando fora/o amor que tem no coração…), mas também já cantei Djavan (Quem mandou me seduzir?/Se você for me leve daqui/Então não vá…), ou então a Versão cantada por Maria Rita de Bewitched, Bothered and Bewildered (Tinindo estou/curtindo estou/Criança chorando e sorrindo estou/Inquieta, tonta e encantada estou…). Confusa a trilha? Para mim faz todo o sentido.

Se existe uma definição para como estou me sentindo hoje ela não me vem à cabeça. E, para quem imaginar que isso é clima de romance digo: está enganado. Tudo muda o tempo todo no mundo e estou assim. Só tenho uma coisa a dizer, eita ano poderoso esse, viu? Tão pouco tempo, tantas coisas aconteceram. Mas vou me adaptando, afinal… Deixe a vida me levar, vida leva eu…

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Não sei…

Postado por Marcela | 11 de julho de 2010 | em Textos, Vida

Coração apertado. Querendo dormir, mas não consigo. Preferi levantar e escrever no blog. Tem tempo que não apareço por aqui… aliás nem sei se esse texto vai chegar a ser postado. Mas vamos ver no que vai dar…

Textos que não foram postados, aliás, já se tornaram praxe. Vejo no meu desktop alguns esboços. Parágrafos. Pensamentos. Coisas que não consigo concluir. Por diversos motivos. Por nenhum motivo. No entanto acredito em uma coisa: se eles não foram postados existe uma razão. E, neste momento, foram todos para a lada do lixo. Como este pode ir também. Não sei… ainda é cedo para dizer algo.

Coração apertado. Sentimento de impotência. Sentimento de angústia. Por mim. Pelos próximos. Pelos muito próximos. O mundo está invertido. E não quero seguir o rumo que ele está tomando. Está tudo tão louco que me sinto mal… Prefiro ficar no meu canto. Com os meus. Dane-se o mundo, quero pensar. Mas me importo. E sinto dor. Queria proteger mais. Queria aliviar as dores. Mas não posso… Mas não consigo.

Hoje senti vontade de abraçar uma pessoa. Pegar no colo e dizer: vai… chora… se desmancha. Desculpe. Fiz o que pude. Fiz o que estava ao meu alcance. À minha sabedoria. Perdão por não fazer mais. Hoje, por alguns instantes, eu não fui eu. Travei. E agora… no início dessa madrugada… o coração apertou…

Precisava expor de alguma maneira tudo isso. E veio o blog. Esse espaço “salvador da pátria”, que mesmo empoeirado, mesmo há muito sem textos, me recebe sempre com o mesmo carinho. E vem a vontade de escrever… de me soltar através de palavras. Danço lentamente entre os pensamentos… os dedos no teclado soltam o ritmo e a melodia surge… formando palavras. Frases. Parágrafos. E por aí vai…

O mundo está ao contrario. E estou me sentindo velha. Nem venha me dizer que isso é besteira. O sentimento é meu. E ponto final. O que há de tão grande aí fora e que não estou conseguindo mais enxergar? Ou será que agora é que realmente estou vendo direito? Logo agora que perdi a armação dos meus óculos de grau. É… pode ser um sinal.

No som Paulinho Moska para quebrar o silêncio. Tudo se compõe e se decompõe… vai ver que é isso. Estou me decompondo. Caminhando por um caminho que desconheço. Administrando o medo. Agindo no compasso. Guiando o passo. Mantendo a fé. Adaptando-me a situações. Tomando decisões. Nem sempre certas. Nem sempre erradas. Mas querendo seguir para ver onde vai dar…

Espero que o mundo se acerte ou então que encontre de vez o “meu” mundo. Que amanhã seja um novo dia… que venha com Luz. Que abrace quem tiver que abraçar… e chore também… e sorria… e viva… e siga…

O Jardim do Silêncio
Paulinho Moska

Um automóvel segue cego
Pela estrada iluminada de sol
E o homem que está ao volante
Nem olha pra trás…
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Esse automóvel surge surdo
Pelo caminho abafado de som
E a mulher que escreve um poema
No banco de trás
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Nota da autora:

Se você não entendeu esse texto não se preocupe. Como diria Clarice Lispector “Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

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Mulher Maravilha

Postado por Marcela | 10 de junho de 2010 | em Textos

Eu não sou a Mulher Maravilha. Ponto.

Por mais que queira. Por mais que tente. Por mais que brigue. Por mais que persista. Por mais que exijam.

Não sou e pronto. Ponto. Nada de reticências, é ponto parágrafo.

Digo isso porque, por mais que as situações peçam, tem uma hora que é necessário dizer em voz alta, para se ouvir. Para assumir erros. Celebrar acertos. Dizer um (vários) “não”. Assumir os “sins” que pode. Fazer tudo até o final.

Lutar as lutas que valem a pena. Perder batalhas e ganhar guerras. Deixar os barcos queimarem, como fazia o grande Alexandre ao chegar em um novo porto, após conquistar um novo território. Ele dizia: “queimem os barcos pois, ou morremos aqui ou seguimos em frente… voltar para trás, para onde estávamos… Jamais!”

Crescer. Avançar. Evoluir. Em todos e em cada sentido. Em cada centímetro do conhecimento. Da emoção. Da Fé. Do Amor. Da Dor. Da Paz. Do Prazer.

Eu não sou a Mulher Maravilha.

Eu queria ser mais como Alexandre. Deixar os barcos queimarem até o final.

Mas às vezes é difícil. Às vezes é estranho.

Hoje eu só sou a “Capa”. Porém essa capa me basta. Me veste bem. Eu não quero ser uma super-heroína. Quero ser verdadeira com o que há ao meu redor. Quero não sentir falta de mim.

Eu não sou a Mulher Maravilha. E ponto final!

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