Já É

Postado por Marcela | 21 de outubro de 2010 | em Textos, Vida

Então… está tudo assim… um misto de sentimentos e sensações. Não, não é amor. Podia até ter sido, mas terminou antes da semente ter vingado. Sem mágoas. Sem ressentimentos.  Algumas histórias são apenas contos. Mas enfim…

Está tudo meio misturado. Não, não é Festival de Verão (Misturaê o jingle, para quem não lembra). A festa só acontece em janeiro e ainda tem muita coisa para acontecer daqui até lá. Mesmo com o tempo passando tão rápido.

Mas, continuando… está tudo meio turvo. Não, não é problema de visão. Acabei de trocar os óculos de grau e o astigmatismo e a hipermetropia estão “no lugar”. Mas, mesmo assim, em alguns momento o turvo aparece.

Então… depois de dias lindos, choveu, né? Não, o inverno não voltou. Pode ter certeza disso. A questão é que mesmo depois de dias lindos de verão a chuva aparece. E podemos aprender com ela…

E a vida, como está? Pergunta difícil de responder essa, hein? E por quê todo mundo insiste em fazer? Vira e mexe ela aparece. Mas tem tanta coisa que a gente não fala… esconde que sente. Mas olha, deixa eu te contar um segredo: para o cara lá de cima a gente não consegue esconder nada. ELE tudo sabe, por mais que você não queira responder.

Mas então, qual a finalidade desse post mesmo? Nenhuma. Acho que só queria passar por aqui. Vai ver eu só queria falar alto o que penso. Besteiras algumas vezes. Coisas sérias outras. Mas minhas! Achei essa musica a cara do post.

Já é
Lulu Santos

Sei lá…
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá…
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

Aniversário

Postado por Marcela | 8 de outubro de 2010 | em Datas Especiais, Vida

Gosto de Aniversários. De celebrá-los.
Gosto de comemorar a alegria da vida.
Hoje, 08.10, é o aniversário de uma pessoa muito especial para mim. Se hoje eu sou uma pessoa melhor, devo muito a ela. Muito mesmo.

Pat Guerra, irmã, melhor amiga, afilhada, comadre… no seu aniversário, quem mais tem que comemorar sou eu. Pode ter certeza disso!
Instrumento do Pai em minha vida. Pronta para ouvir e puxar orelha. Ciumenta e carinhosa. Batalhadora. Ser humano de personalidade marcante. Doce e durona. Até que ela tenta, mas nunca amarga. É Impossível ficar inerte à sua presença. Você já deve ter ouvido isso relacionado a outras pessoas. Mas com Pat é diferente. Pode ter certeza.

Não tem como explicar a importância da sua presença em minha vida. Aliás tem… com uma única e simples frase: “O Amor de Cristo nos Uniu”.

Te amo! Feliz Aniversário!

bjo

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Pensar, Ser, Viver

Postado por Marcela | 16 de agosto de 2010 | em Textos, Vida

Pensei em escrever sobre mim.
Pensei em escrever coisas do coração.
Pensei em escrever sobre o trabalho
Pensei em escrever sobre a falta.
Pensei, pensei, pensei e não cheguei a nenhuma conclusão exata.
Acho que só existe exatidão na matemática.
Nós somos carne que pode se desfazer.
Somos sentimento que podem se solidificar
Ou desmanchar.
Somos poeira que não pára quieta.
Viver para que possamos sentir.
Sentir para que a vida ganhe significados.
Pensar para que nunca esqueçamos o que, e quem, somos.

———–

Poética, sentimentalista, saudosista ou esperançosa. Não sei como estou me vendo hoje e, para falar a verdade, nem quero saber. Todos, qualquer um ou nenhum desses adjetivos cabem a mim. Mas não estou interessada em rótulos, definições, quebra ou construção de paradigmas.

Na verdade, eu estou com vontade de cantar. Não, eu não vou ser cantora, mão tenho o menor. Mas sabe aquele dia melodioso em que cada momento lembra uma música? Pois é, agora me veio a cabeça uma de Ivete Sangalo (E quando eu penso em ir embora/você não quer me dar razão/diz que estou jogando fora/o amor que tem no coração…), mas também já cantei Djavan (Quem mandou me seduzir?/Se você for me leve daqui/Então não vá…), ou então a Versão cantada por Maria Rita de Bewitched, Bothered and Bewildered (Tinindo estou/curtindo estou/Criança chorando e sorrindo estou/Inquieta, tonta e encantada estou…). Confusa a trilha? Para mim faz todo o sentido.

Se existe uma definição para como estou me sentindo hoje ela não me vem à cabeça. E, para quem imaginar que isso é clima de romance digo: está enganado. Tudo muda o tempo todo no mundo e estou assim. Só tenho uma coisa a dizer, eita ano poderoso esse, viu? Tão pouco tempo, tantas coisas aconteceram. Mas vou me adaptando, afinal… Deixe a vida me levar, vida leva eu…

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Não sei…

Postado por Marcela | 11 de julho de 2010 | em Textos, Vida

Coração apertado. Querendo dormir, mas não consigo. Preferi levantar e escrever no blog. Tem tempo que não apareço por aqui… aliás nem sei se esse texto vai chegar a ser postado. Mas vamos ver no que vai dar…

Textos que não foram postados, aliás, já se tornaram praxe. Vejo no meu desktop alguns esboços. Parágrafos. Pensamentos. Coisas que não consigo concluir. Por diversos motivos. Por nenhum motivo. No entanto acredito em uma coisa: se eles não foram postados existe uma razão. E, neste momento, foram todos para a lada do lixo. Como este pode ir também. Não sei… ainda é cedo para dizer algo.

Coração apertado. Sentimento de impotência. Sentimento de angústia. Por mim. Pelos próximos. Pelos muito próximos. O mundo está invertido. E não quero seguir o rumo que ele está tomando. Está tudo tão louco que me sinto mal… Prefiro ficar no meu canto. Com os meus. Dane-se o mundo, quero pensar. Mas me importo. E sinto dor. Queria proteger mais. Queria aliviar as dores. Mas não posso… Mas não consigo.

Hoje senti vontade de abraçar uma pessoa. Pegar no colo e dizer: vai… chora… se desmancha. Desculpe. Fiz o que pude. Fiz o que estava ao meu alcance. À minha sabedoria. Perdão por não fazer mais. Hoje, por alguns instantes, eu não fui eu. Travei. E agora… no início dessa madrugada… o coração apertou…

Precisava expor de alguma maneira tudo isso. E veio o blog. Esse espaço “salvador da pátria”, que mesmo empoeirado, mesmo há muito sem textos, me recebe sempre com o mesmo carinho. E vem a vontade de escrever… de me soltar através de palavras. Danço lentamente entre os pensamentos… os dedos no teclado soltam o ritmo e a melodia surge… formando palavras. Frases. Parágrafos. E por aí vai…

O mundo está ao contrario. E estou me sentindo velha. Nem venha me dizer que isso é besteira. O sentimento é meu. E ponto final. O que há de tão grande aí fora e que não estou conseguindo mais enxergar? Ou será que agora é que realmente estou vendo direito? Logo agora que perdi a armação dos meus óculos de grau. É… pode ser um sinal.

No som Paulinho Moska para quebrar o silêncio. Tudo se compõe e se decompõe… vai ver que é isso. Estou me decompondo. Caminhando por um caminho que desconheço. Administrando o medo. Agindo no compasso. Guiando o passo. Mantendo a fé. Adaptando-me a situações. Tomando decisões. Nem sempre certas. Nem sempre erradas. Mas querendo seguir para ver onde vai dar…

Espero que o mundo se acerte ou então que encontre de vez o “meu” mundo. Que amanhã seja um novo dia… que venha com Luz. Que abrace quem tiver que abraçar… e chore também… e sorria… e viva… e siga…

O Jardim do Silêncio
Paulinho Moska

Um automóvel segue cego
Pela estrada iluminada de sol
E o homem que está ao volante
Nem olha pra trás…
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Esse automóvel surge surdo
Pelo caminho abafado de som
E a mulher que escreve um poema
No banco de trás
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Nota da autora:

Se você não entendeu esse texto não se preocupe. Como diria Clarice Lispector “Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

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Estrada

Postado por Marcela | 4 de maio de 2010 | em Textos, Vida

Eu não sei, mas de vez em quando, de onde a gente menos espera, surge algo ou alguém que faz com que determinado assunto ganhe um novo sentido. Pode ser uma palavra que dê esperança ou acalente, um gesto sincero, um abraço ou até uma conversa no MSN. De repente as coisas mudam e o que não era para ser surge do nada e uma nova estrada aparece no caminho.

O destino de vez em quando nos prega peças e temos que montá-las no nosso quebra-cabeça pessoal, esquecendo pré-conceitos e investindo no desenvolvimento deste novo caminho. Aí agora, tudo depende de você. A estrada foi aberta, basta você decidir se ela terá ou não saída, se será de barro ou começará a ser asfaltada e onde ela vai levar. Decisões, a vida é feita disso! Desde que abrimos ou olhos ao acordar até a hora de dormir, tomamos decisões que definem o nosso futuro. A questão é que depende da gente, de mim, de você, para fazer com que novas oportunidades surjam e que tenhamos a capacidade de tomarmos as melhores estradas.

O erro? O erro está presente, mas se você for esperto, n para com ele e sim segue em frente, conserta e se concentra para ser um alguém muito melhor do que já foi. O erro não é motivo para parar pelo caminho e sim uma motivação para chegar ao lugar onde se deseja.

Sejamos construtores de novas estradas, não tenhamos medo do que vem pela frente, pode ser algo muito melhor do que tudo o que está acontecendo. Só o fato de ter seguido os seus instintos/sentimentos já basta para dizer que alguma coisa diferente vai acontecer em sua vida.

Andar com Fé
Gilberto Gil

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…(4x)

Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra coral
Oh! Oh!
Num pedaço de pão…

A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh! Oh!
Na luz, na escuridão…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá!…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer
Oh! Oh!
No calor do verão…

A fé tá viva e sã
A fé também tá prá morrer
Oh! Oh!
Triste na solidão…

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh Minina!
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá…

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Escrevendo…

Postado por Marcela | 14 de abril de 2010 | em Vida

Ontem à noite aconteceu uma coisa engraçada. Desliguei o computador e não consegui dormir. Estava cansada, mas a cabeça estava cheia. O coração mais ainda. Não queria ligar de volta o computador e a programação da TV não agradava. Depois de muito me revirar decidi pegar papel e caneta e comecei a escrever. E foi um instante mágico. Comecei a escrever e os pensamentos instantaneamente se transformaram em algumas páginas da velha agenda.

Foi um espaço curto de tempo. Foi como escrever no velho diário e colocar cadeado para ninguém ler. E o melhor, estão em papel o que não me deixa tentada a postar no blog. E isso é bom. É como voltar a ter segredos comigo mesma. Depois que desabafei, dormi rápido. Tranqüila.

Lendo novamente alguns posts do blog percebi o quanto estou densa. Tensa. Pouco divertida…  Melancólica, talvez. Algumas vezes até dura. Com os outros e comigo mesma. Impaciente nem se fala.

Mas já estou falando demais… isso é assunto para um outro post… ou para o meu bom e velho caderno…

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Carta ao Vento…

Postado por Marcela | 31 de março de 2010 | em Textos, Vida

Olá, tudo bom? Está tudo bem por aí? Viajando muito e conhecendo locais antes não explorados ou apenas visitando velhos e bons amigos?  Tudo bem… os dois valem a pena eu sei! Confesso que gostaria de sentir essa liberdade plena que você tem… Conhecer todo mundo no mundo todo… Amanhecer da China e ver o sol se por na Argentina…  Mas sei também que quando você fica ‘retado’ o bicho pega… acompanhei algumas revoltas suas… mas isso faz parte… Mas me conte… por onde tem ido? Tem visto muitas coisas belas? Tem ajudado as pessoas? Sei que muitas vezes você passa destruindo tudo… Acontece…

Comigo? Ah… às vezes acho que você sabe mais de mim do que eu mesma. Ou será que não? Que tenho guardado tantas coisas para mim e só compartilho com meus pensamentos… Mas, acho que não… existem algumas pessoas que lêem a gente e que nem quando a gente quer se esconder consegue… Estou num dia assim. Por mais que consiga me esconder de mim mesma, alguém me acha atrás da porta. E isso é bom, pois são essas pessoas que  nos trazem de volta à realidade.

Se estou feliz? Acho que sim… estou meio confusa, isso é fato. Mas quando não estamos? Afinal, só existem duas certezas na vida, a morte e os impostos, certo? No mais é ter fé e se abandonar (me falaram isso hoje e precisava realmente me lembrar). Confiar em mim mesma, no que posso, no que sou. Manter as decisões e seguir caminhando. Está chegando um tempo que vai mexer muito com as estruturas e tenho preparar a base. Já sei quem são meus pilares.

Ahh, vento… você pode fazer um favor para mim? Manda um recado para um certo Gnomo que vira e mexe passeia por aqui? Sei que você se entende bem com esses seres mágicos… Diz isso mesmo que você pensou… e que meu coração está te falando.  Mas mande a resposta… que ela não se perca por aí…

Acho que vou ficando por aqui… Semana Santa, de reflexão, de fé, de entrega…  Fica bem… aparece sempre…

Um beijo..

Marcela

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“Não existem finais e sim novos começos”

Postado por Marcela | 18 de março de 2010 | em Vida

Não sei bem se a frase é assim, mas o sentido é esse. E é assim que sinto. Um novo começo está prestes a florir. Mais um aniversário. Mais uma primavera. Mais uma chance. E, como todo ano, a data vem recheada de expectativas, medos, mudanças, sonhos.

No entanto, esse novo ciclo já vai iniciar de uma maneira diferente. Pela primeira vez estou passando meu aniversário longe de casa. Longe de pai, mãe, avós, tios, primos, amigos e todos aqueles que me acompanham. Esse ano resolvi, sair de casa e vir para longe…  Por que isso? Por um milhão de razões, muitas das quais nem eu mesma sei, porém estou aqui feliz, curtindo e aproveitando.

Sempre gostei de aniversário, acho uma data especial é uma “virada do ano só minha”. Não preciso dividir com o mundo inteiro. E, por conta disso, tudo fica’ à flor da pele. Dores, amores, anseios, angustias, felicidades, preocupações… enfim.. tudo! Tenho estado diferente comigo mesma e com o outro. Na realidade, muitas vezes eu nem me reconhecia. Mas hoje… hoje vejo melhor quem eu sou.

Nesse novo começo quero agradecer, a Deus pelo dom da minha vida. Pelas pessoas que ELE coloca diariamente no meu caminho. Agradecer a Deus, por tanto amor que vejo ao meu redor. Pelos meus pais, que, mesmo já adulta, me vêem com os mesmos olhos de quando eu nasci, querendo proteger, cuidar, principalmente quando não podem. Isso é coisa de pais e mães… um dia entenderei. Agradecer à minha amiga, irmã e afilhada, Pat, por cada instante vivido. Ela sabe o quanto é importante em minha vida.

À minha família, especialmente meus avós, por tudo que eles representam. Beijo em cada amigo, cada um especial a sua maneira em minha vida. Alpinistas, vocês são especiais! Obrigada por tudo. Um muito obrigada carinhoso a todos ligados ao meu trabalho, seja no escritório ou na imprensa. Com certeza, uma grande parte do meu crescimento pessoal foi por conta desse convívio. Por último, mas nem por isso menos especial, aos “sobrinhos” que ganhei, espalhados por esse Brasil!

Há muito tempo aniversário deixou de ser para mim sinônimo de presente e se tornou de presença. Palavras que muitas vezes valem mais do que algo dado para compor.  Agradeço, desde já, todo o carinho. E que esse meu novo começo venha cheio de Deus. Cheio de presenças. E que eu viva cada instante na ética, na verdade e na Paz! São José (meu ‘padrinho’ já que nasci no dia Dele) nos abençoe!

Bjos

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Teoria

Postado por Marcela | 4 de março de 2010 | em Textos, Vida

Tento viver sem olhar para trás. Sem saber o que deixei. Sem olhar o caminho que percorri. Mas é difícil me desvencilhar de certas coisas, fatos e pessoas. A dor da perda. O orgulho para admitir que errei. A ferida ainda aberta. A porta ainda encostada. O coração que ainda sangra e a cabeça que ainda faz lembrar, mesmo sabendo que nada irá voltar atrás. Que o que foi feito está feito. Seja ele bem feito. Ou não.

Viver na dúvida não é viver. Ficar na esperança não é viver. Alimentar expectativas não é viver. Viver no passado não é viver.

São coisas que sabemos na teoria. São coisas que lemos todos os dias. São conselhos que damos para os amigos.

Mas como é difícil.

É difícil esquecer. É difícil deixar passar. É difícil perdoar. É difícil admitir a derrota. É difícil perder, perder e perder e ainda ter esperança na vitória. É difícil confiar no amanhã, quando se tem o hoje no passado. É difícil voltar a acreditar. É difícil se encontrar.

Preciso saber se meu caminho está certo. Por que as coisas dão errado. Saber o que há por trás de cada não. De cada sim. De cada talvez. Quero um feed-back para mim, como dou no trabalho através dos relatórios. Quero críticas construtivas. Quero que apontem os meus erros e me ajudem a conserta-los. Quero, no jogo da vida, ser aprendiz e professora. Quero assumir a derrota. Celebrar a vitória. Sem medo nenhum de fazer as duas coisas. De não ferir ninguém. De não me ferir.

A consciência tranqüila. Fé no coração. Trabalhar com afinco. Se olhar para trás, olhar sem querer voltar. Assumir os atos. Amar. Encontrar um verdadeiro amor. Buscar. Novos desafios e conquistas. Ser. Como a vida deve ser.

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O pouco

Postado por Marcela | 24 de fevereiro de 2010 | em Vida

Muitas vezes a gente se acostuma ao pouco na vida. Ao pouco amor. Ao pouco do trabalho. Ao pouco do que os que nos rodeiam podem oferecer. Aos poucos elogios que as pessoas nos dão. E, por mais que saibamos que isso é errado, acabamos entrando no círculo vicioso de costume e comodidade.  Como conseqüência levamos a tão chamada e indesejada vida medíocre. Não é isso que queremos, tenho certeza. Eu não quero o pouco. Muito menos o medíocre.

Dom a gente nasce… Deus nos dá esse presente, mas temos que aprender a usá-lo. Os encontros que Ele nos proporciona aqui na terra fazem com que exploremos isso. As associações, vivências e experiências que passamos servem como desafios e motivação para fazer o Bem e deixar que nós sejamos instrumento de Seus atos e palavras. O trabalho nada mais é do que isso. É exercitar esses dons e temos que saber utilizar aquilo que Ele nos oferece.

Antes de qualquer atividade, procuro não fazer o pouco, o fácil, o trivial. Às vezes acontece, um deslize, afinal sou humana, mas sempre há a oportunidade de melhorar, reparar erros, voltar atrás. Quero estar aqui sabendo que estou no meu melhor.

A cada dia tento usar melhor os dons recebidos… o que não posso (e não devo) é me acomodar ao que há por aí. Fazer a diferença. Ser a diferença. Ou, simplesmente, viver.

Musica sugerida pelo amigo Cleber Paradela!

Ouro de Tolo (Raul Seixas)

Eu devia estar contente Porque eu tenho um emprego Sou um dito cidadão respeitável E ganho quatro mil cruzeiros Por mês…

Eu devia agradecer ao Senhor Por ter tido sucessoNa vida como artista Eu devia estar felizPorque consegui comprar Um Corcel 73…

Eu devia estar alegre E satisfeitoPor morar em Ipanema Depois de ter passado Fome por dois anos Aqui na Cidade Maravilhosa…

Ah!?Eu devia estar sorrindo E orgulhoso Por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada E um tanto quanto perigosa…

Eu devia estar contente Por ter conseguido Tudo o que eu quis Mas confesso abestalhado Que eu estou decepcionado…

Porque foi tão fácil conseguir E agora eu me pergunto “e daí?” Eu tenho uma porção De coisas grandes prá conquistar E eu não posso ficar aí parado…

Eu devia estar feliz pelo Senhor? Ter me concedido o domingo Prá ir com a família No Jardim Zoológico Dar pipoca aos macacos…

Ah!?Mas que sujeito chato sou eu Que não acha nada engraçado Macaco, praia, carro? Jornal, tobogã Eu acho tudo isso um saco…

É você olhar no espelho Se sentir Um grandessíssimo idiota Saber que é humano Ridículo, limitado Que só usa dez por cento De sua cabeça animal…

E você ainda acredita Que é um doutor Padre ou policial Que está contribuindo Com sua parte Para o nosso belo?Quadro social…

Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada Cheia de dentes Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas Embandeiradas Que separam quintais No cume calmo Do meu olho que vê Assenta a sombra Sonora De um disco voador…

Ah!?Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarada Cheia de dentes Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas?Embandeiradas?Que separam quintais?No cume calmo?Do meu olho que vê?Assenta a sombra sonora?De um disco voador…

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