
Era para ter escrito esse texto no domingo ou logo que terminou o jogo, só que uma coisa ou outra impediram. mas tudo tem o momento certo, inclusive um post como esse… Agora estou aqui em São Paulo e enquanto espero a reunião escrevo essas linhas (isso foi ontem, 17/11/10). Mas eu queria mesmo era começar assim…
Eu me arrependeria profundamente se não tivesse ido ao estádio de Pituaçu, no sábado 13/11/2010. Só para contextualizar eu não sou uma torcedora esporádica. Lembro quando o Bahia venceu o brasileiro de 1988 e sempre ia à Fonte Nova. Lembro de BaVi’s, Bahia e Flamengo, São Paulo, Palmeiras e, mesmo quando o time estava na série C estive torcendo e vibrando pelo meu time. Na verdade eu penso o seguinte… Quem diz que ir para o estádio não é coisa de mulher é preconceituoso. Só deve ir para o estádio quem ama o seu time. Quem eealmente torce, sem ter vegonha de xingar ou chorar. Quem só acompanha ou curte, melhor ficar em casa vendo pela TV. Estádio é sinonimo de paixão.
E foi isso que eu vi no sábado. 32 mil pessoas apaixonadas pelo seu time. Que gritaram, choraram, sorriam, a cada lance. Que vibravam e sentiam cada gol como se fosse seu. E, na verdade, eram. Gritos de guerra ensaiados. Todos cantando a uma só voz. Vi crianças torcerem como adultos. Vi adultos chorarem como crianças. Quem não é apaixonado pelo seu time não vai entender o que é ter um grito preso por 7 anos. Ver o Bahia na primeira divisão é mais do que subir uma divisão do campeonato brasileiro. É ver o clube voltar a assumir a posição de destaque que historicamente merece dentro do cenário futebolístico brasileiro. Tá bom, Marcela, você é uma torcedora e suspeita para falar isso, é o que você, caro leitor, deve estar pensando. Ok, pode ser, mas também existem dados históricos que provam isso. O time, que em 2011 completa 80 anos, é bi-campeão brasileiro, venceu 43 vezes o campeonato estadual, além de ter sido o primeiro time brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América e ter feito uma excurção pela Europa, ainda na década de 50.
Mas não estou aqui para falar de história. Apesar de que a história do E.C. Bahia é mais forte em minha vida do que você possa imaginar. Bem, e eu me orgulho sim a falar disso, meu avô foi jogador do time na década de 40/50. O pai de meu pai, Carlito, é até hoje o maior artilheiro do Bahia e da Bahia, tendo marcado mais de 235 gols com a camisa do Esquadrão de Aço. Infelizmente eu não cheguei a conhecê-lo, mas a paixão pelo clube, com certeza, vem daí. Realmente uma linda e bela herança que pretendo sim passar para os meus filhos quando os tiver. Sim, eles serão tricolores!!!
Continuando ao sábado, entrei em uma ‘luta’ mental em ir ou não para Pituaçu. Há mais de um ano que não assistia a um jogo do Bahia ao vivo, o último foi um outro Bahia e Portuguesa, resultado que prefiro esquecer (foi 4×1 para o time paulista). O jogo era à noite, estou com um problema no pé, muita gente, confusão, minha camisa é do modelo antigo (rsrs)… ir ou não? Meu pai me convidou com tanto carinho que fui. As idas aos estádios sempre foram um momento nosso. Minha mãe não gosta e lá a gente consegue se divertir. Pois bem… Fui e vi um dos espetáculos mais lindos da torcida. E de dentro do campo também. Depois da vitória e da subida (huhu, elevador rsrs) vi a união de pessoas que não se conheciam. Mas se conheciam. No domingo, Salvador amanheceu azul, vermelho e branca. Na missa vi jovens e crianças, senhoras e adultos, vestidos com a camisa do time. Bandeiras em carros e janelas. Acredito que nem se Brasil tivesse ganho a copa teríamos tanta festa na cidade.
Sempre tive orgulho de ser tricolor. Agora muito mais. Superamos um momento difícil, talvez o mais difícil da história do time, e merecemos voltar aos tempos de glória. Devemos também exigir mais compromisso da diretoria, maiores e melhores patrocinadores, reforços no time, salários em dia, melhor estrutura e muito mais. A torcida merece. O futebol baiano também.
Bora Baêa!!! O futuro tá só começando!!!!!
Xalaiá laiá! Primeira divisão!!!!! #BBMP